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Deserto do Atacama tem cenários encantadores

Deserto do Atacama tem cenários encantadores

O Chile reserva diferentes cenários aos seus visitantes. Nesse sentido é possível programar viagens ao longo do ano para destinos completamente distintos. Saindo da capital Santiago e seus atrativos culturais e gastronômicos, o país tem oferta diversificada com vinícolas e enoturismo, praias encantadoras, estações de esqui e muita neve, observação astronômica, o Deserto do Atacama e até a intrigante Ilha de Páscoa.

Vamos falar agora do incrível Deserto do Atacama. Ele é diferente de todos os outros no mundo. Sua paisagem árida encanta pela diversidade e beleza. A inóspita região recebe muitos visitantes em busca de aventura e estar em sintonia com a natureza.

O Deserto do Atacama atrai desde jovens mochileiros até homens e mulheres de cabelos brancos. Em comum a mesma motivação e a vontade de conhecer um lugar diferente e transformador.

Pôr do Sol no Deserto do Atacama
Pôr do sol no Atacama (Foto: Pixabay)

 

Mas o destino chileno não é um deserto como os outros. A região tem vulcões, dunas, lagos, montanhas – algumas nevadas -, penhascos, rios, salares, gêiseres, formações rochosas e um céu incrivelmente estrelado. Todos esses atrativos estão em uma área com cerca de mil quilômetros de extensão entre o norte do Chile até a fronteira com o Peru. Além disso, é o deserto mais alto – 2,4 mil metros de altitude – e mais árido do mundo.

San Pedro de Atacama

San Pedro de Atacama no Chile
San Pedro de Atacama (Foto: Pixabay)

 

A cidade de San Pedro de Atacama é um oásis no Deserto do Atacama. Localizada na região de Antofagasta, tem pouco mais de 3 mil habitantes e é a principal base para os turistas. Simples e charmosa, tem casas construídas com adobe, uma mistura de barro, palha e outras fibras naturais muito eficiente para manter o interior sempre fresco. É o ponto inicial e de chegada dos vários passeios turísticos pelo deserto.

Pelas ruas de terra de San Pedro de Atacama circulam viajantes falando inúmeros idiomas, motociclistas com jaquetas empoeiradas, fotógrafos carregando equipamentos sofisticados, cientistas, pesquisadores, astrônomos e pessoas em busca de aventura.

Além dos bares, restaurantes, pequenas lojinhas e agências vendendo passeios pela região, o destino tem apenas duas atrações: o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige e a igreja San Pedro.

  • Museu Arqueológico Gustavo Le Paige – O acervo do museu apresenta a história dos moradores do deserto através objetos de cerâmica, tecidos e outros artefatos. Há visitas guiadas em espanhol, inglês e francês.
  • Igreja San Pedro – Construída no século 16, a pequena igreja colonial tem paredes de adobe e está bem no centro da cidade. A entrada é gratuita.

Planetário natural da América do Sul

Laguna Baltinache na região de Antofagasta
Laguna Baltinache na região de Antofagasta (Foto: Turismo Región de Antofagasta/divulgação)

 

São necessários cinco dias no mínimo para conhecer o Deserto do Atacama. Cada dia por lá será de muitas descobertas. E não são somente os turistas que ficam boquiabertos com os cenários. Muitos cientistas também realizam pesquisas na região.

  • Observatório Cerro do Paranal – Localizado a mais de 2,6 mil metros de altitude, em Taltal, ao sul de Antofogasta, o complexo de astrofísica reúne os maiores telescópios do mundo. Construído pelo Observatório Europeu Austral (ESO), permite visitas agendadas previamente e que acontecem somente nos dois últimos fins de semana de cada mês.

Principais atrações do Deserto do Atacama

Vale da Lua
Vale da Lua
Vale da Lua (Foto: Chile Travel/divulgação)

 

Distante cerca de 10 quilômetros de San Pedro do Atacama, o Vale da Lua lembra muita a paisagem lunar e parece um cenário de filme de ficção científica. Ele está localizado na Cordilheira de Sal, região que já foi o fundo do mar e hoje está repleta de formações de areia, sal e rochas esculpidas pela ação do vento. Muitos turistas chegam até o local de bicicleta.

Anfiteatro no Vale da Lua no Chile
Anfiteatro (Foto: Pixabay)

 

  • Anfiteatro – É um dos principais pontos de paradas e para as fotos. Em suas colinas estão esculturas naturais como a Três Marias. Não há quem não tente enxergar uma mulher ajoelhada e rezando, outra carregando o menino Jesus e uma terceira curvada, como se estive arrependida. Alguns conseguem e outros não. Talvez seja uma questão de fé.
  • Pedra do Coiote – Outro ponto de parada. A pedra parece flutuar sobre um abismo. Além disso, oferece uma linda vista panorâmica da região
Vale da Morte
Vale da Morte no Chile
Vale da Morte (Foto: Pixabay)

 

Bem diferente do Vale da Lua, tem rochas que vão mudando de cor conforme a inclinação do sol. O vento também é bem mais forte. O terreno árido, inóspito e irregular também é conhecido como Vale de Marte por causa da cor alaranjada. Nas bordas, grandes dunas de areia dominam o ambiente.

A região é muito procurada para a pratica de treking, cavalgada e para descer uma grande duna de areia usando um snowboard. E também para apreciar o impressionante pôr do sol em um cenário que muda a cada segundo num misto de cores vermelho e laranja. Um passeio noturno atrai interessados em astronomia para ver um imenso céu estrelado.

Lagunas altiplânicas

Laguna altiplânica
Laguna altiplânica (Foto: Pixabay)

 

Muita gente pensa que laguna significa o mesmo que lagoa. A diferença é que as lagunas apresentam alguma ligação com a água do mar. Costumam estar separadas do mar por formações rochosas, barreiras de areia ou recifes. E são várias as lagunas altiplânicas no Deserto do Atacama. E cinco delas merecem uma visita.

Miscanti e Miñiques
Laguna Miscanti no Deserto do Atacama
Lagunas Miscanti e Miñiques (Foto: Pixabay)

 

Localizadas a mais de 4,1 mil metros de altitude, são separadas apenas por uma pequena faixa de terra. Além disso, possuem águas de coloração azul intenso. Elas formam um cenário encantador que tem alguns vulcões ao fundo. Não deixe de levar um casaco, pois faz bastante frio no local.

Laguna de Chaxa
Laguna de Chaxa no Atacama
Laguna de Chaxa (Foto: Pixabay)

 

Localizada no Salar do Atacama – um imenso deserto de sal a cerca de 2,3 mil metros de altitude -, está na Reserva Nacional dos Flamingos, uma extensa área de 320 mil hectares. Lá estão atrativos naturais como placas de sal com até 70 centímetros de  altura. A atração principal como não podia deixar de ser são os flamingos com suas plumagens rosadas.

Laguna Cejar
Laguna Cejar no Atacama
Laguna Cejar (Foto: Turismo Región de Antofagasta/divulgação)

 

Tal como no Mar Morto, em Israel, a alta concentração de sal faz com que o corpo não afunde e apenas fique boiando. Portanto, leve roupa de banho nesse passeio para experimentar a sensação. E tome cuidado com o sal cristalizado na borda da laguna que pode causar ferimentos. Não mergulhe e nem afunde a cabeça na água para não arder os olhos. O local tem banheiros com chuveiros para lavar o corpo com água doce e trocar de roupas.

Laguna Tebinquiche
Ojos del Salar no Atacama
Ojos del Salar (Foto: Pixabay)

 

A atração do lugar são os Ojos del Salar, duas imensas crateras bem fundas e com água doce de tons azulados. Assim, se resolver mergulhar prepare-se porque a água é bem gelada.

Salar de Tara
Salar de Tara no Atacama
Salar de Tara (Foto: Pixabay)

 

Também dentro da Reserva Nacional de Flamingos, só que um pouco mais distante, está esse outro deserto de sal. O Salar de Tara também tem muito flamingos e outras aves. Além disso, as paisagens construídas pelos ventos e pela erosão são belíssimas.

Vulcões e gêiseres

Lincancabur
Vulcão Lincancabur no Atacama
Vulcão Lincancabur (Foto: Pixabay)

 

Com mais de 5,9 mil metros de altitude, o imponente vulcão está a 30 quilômetros de San Pedro do Atacama e faz parte da Cordilheira dos Andes entre o Chile e a Bolívia. Seus cumes nevados podem ser avistados desde muito longe.

Juntamente com seu vizinho Juriques, eles dominam o Salar de Atacama. As excursões para visitar o Lincancabur bem de pertinho partem de acampamentos bases a 4,3 mil metros e 4,7 mil metros. No interior da sua cratera há uma lagoa que, apesar das temperaturas baixíssimas durante o inverno não congela.

Mas realizar a subida ao vulcão não é para qualquer um. É preciso estar com um bom preparo físico, ser praticante do montanhismo e adaptado à altitude. Também é necessário utilizar equipamentos adequados à atividade. Além disso é importante subir acompanhado por um guia experiente.

Ruínas arqueológicas com plataformas e estruturas que seriam santuários construídos pelos incas estão espalhadas ao redor do vulcão.

Gêiseres do Tatio
Gêiseres do Tatio no Atacama
Gêiseres do Tatio (Foto: Pixabay)

 

Localizados a 4,2 mil metros de altura, os Gêiseres do Tatio estão entre as principais atrações do Deserto do Atacama. Eles estão em plena atividade antes do amanhecer. Por isso, para assistir ao fenômeno natural é necessário sair da cama no meio da noite gelada. Os grupos saem de San Pedro do Atacama por volta das 4h da manhã. Porém, o espetáculo vale à pena.

Os gêiseres são minivulcões que expelem vapor d’água fervente a mais de 80ºC. Para amenizar o frio sempre abaixo dos 10ºC negativos, as agências costumam realizar um café da manhã com bebidas quentes no local. Quem tiver coragem para tirar a roupa e entrar nas piscinas naturais que existem na área irá curtir suas águas quentes com temperatura por volta dos 33ºC.

Para quando você for ao Deserto do Atacama

A altitude de 2,4 mil metros no Deserto do Atacama costuma causar o que os chilenos chamam de “sorache”, o temido mal da altitude. Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são dor de cabeça, náusea, tontura, ânsia de vomito, cansaço e falta de ar. Até pequenas caminhadas provocam sensações desagradáveis. A dica é deixar as atividades que exijam maior esforço físico e visitas a lugares com altitudes mais elevadas para o final da viagem. Assim, o organismo já estará aclimatado ao ambiente.

Como chegar

A partir de Santiago é possível chegar ao Atacama por via aérea ou terrestre. Calama, maior cidade da região e bem no meio do deserto, conta com um aeroporto e uma rodoviária.

As empresas aéreas Sky Airlines e Latam voam para lá e a viagem leva cerca de 1h15. Depois são mais 100 km de estrada até San Pedro de Atacama. No aeroporto há serviço de tranfer.

Por via terrestre, saindo da capital chilena, são 1,9 mil quilômetros através da Ruta 5 – conhecida como Panamericana Norte – até San Pedro de Atacama.

Onde ficar

San Pedro de Atacama oferece opções diversificadas de hospedagens. Portanto, há desde hostels bem simples e pequenas pousadas até hotéis luxuosos.

Onde comer

Da mesma forma, há diversas opções de bares e restaurantes em San Pedro de Atacama. O mais conhecido e requintado é o Adobe, muito frequentado pelos turistas europeus.

Quando ir

As temperaturas no Atacama variam entre 0ºC à noite a 40ºC durante o dia. A primavera (setembro a novembro) e o outono (março a maio) são as melhores épocas do ano para viajar ao deserto.

Fica a dica!
  • Não pode faltar – Primeiramente para enfrentar o clima absurdamente seco é preciso muita água. Portanto, ande sempre com uma garrafinha na mochila.
  • Cuidados – O clima seco e as variações de temperaturas exigem o uso de protetores solar e labial; hidratante para a pele; colírio para os olhos; e soro fisiológico para o nariz. Evite bebidas alcóolicas e comidas pesadas na noite anterior aos passeios em locais de grande altitude.
  • Itens essenciais – Por fim, não deixe de levar calção de banho ou maiô. Uma mochila também será bastante útil durante as caminhadas. Leve tênis ou botas confortáveis, boné ou chapéu, e óculos de sol. Um casaco resistente ao vento será muito útil, bem como gorro e luvas. Durante o dia use bermudas e camisetas.
Foto do destaque: Chile Travel/divulgação

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